quarta-feira, 17 de outubro de 2012


A historia tradicional nos oferece uma visão momentosa e idílica da fundação da nossa republica. Nada mais longe da verdade: ela nasceu sob a égide de uma quartelada, perpetrada por homens pequenos e ingratos. 
Esse regime de governo foi escolhido pelos rebeldes não por suas qualidades, como descritas por Montesquieu, mas por seus defeitos, que permitiam a presença de um presidente com poderes somente obtidos por monarcas absolutistas. À presença de gabinetes monárquicos, eles instauraram uma camarilha  que procurava controlar todas as instancias do tripé republicano - legislativo, executivo e judiciário. E por alguns anos conseguiram. Mas ao fim e ao cabo, a Republica e suas virtudes venceram tiranetes e caudilhos. Não que esteja a salvo de todos os perigos que renitentes ainda tentam lhe afligir. É necessário estar sempre alerta, em vigília constante. Seus solapadores são muitos e infatigáveis. 
Nos últimos dez anos, um partido político vem tentando aninhar-se nos meandros das nossas instituições para minar qualquer resistência contra seu projeto de poder. Tentou de tudo e quase conseguiu tudo. A reação partiu do Supremo Tribunal Federal que em tonitruante voz diz NÃO à voracidade rapinas do grupelho de plantão.  
Agora há o voto e nesse momento é nossa vez de defender a República.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012


Fale de si e aprenda um idioma!

A fala tem feito parte do cotidiano da humanidade já há no mínimo
dois milhões de anos. A escrita, entretanto, é bem mais nova. Nas
salas de aula para o ensino de idiomas, a fala (discurso)vem se
tornando a parte maior e a mais importante. Isso se deve a mudanças na
abordagem didática, onde a gramática e a tradução têm cedido lugar
para um modo mais comunicativo de ensino. Há um movimento no estudo de
línguas que parte da ênfase do ensino para uma ênfase no aprendizado.
Isso tem modificado o enfoque dado historicamente ao professor. A nova
tendência é a centralização no aluno. Por centenas de anos, os
estudantes foram vistos apenas como tabulas rasas as quais deveriam
ser preenchidas com conhecimento pelos professores. A visão agora
apresentada é a de que os alunos chegam ás suas carteiras possuindo
conhecimento prévio e percepções únicas sobre o mundo à sua volta, que
devem ser explorados e utilizados como ponto de partida na construção
do aprendizado. Se as pessoas que se dispõem a aprender são motivadas
a partir do seu nível de conhecimento, obtêm oportunidades de
desenvolvimento maiores e mais consistentes. Essa constatação se
verifica mais fortemente no ensino de línguas, onde situações
comunicativas reais surgem espontaneamente, quando se discute, por
exemplo, como foi o final de semana do aluno. Já que o aprendizado de
uma língua estrangeira deve conter a habilidade comunicativa,
situações em que ocorram cenários comunicativos reais devem
prevalecer. É por meio da conversaçao, além de alguma escrita e alguma
leitura, que os alunos têm a chance consistente para desenvolver sua
oralidade na lingua-alvo e ao mesmo tempo ganhar confiança no uso
dessa segunda língua. Cabe ao professor em sala de aula prover
situações que promovam a oralidade e ajudem as lições tornarem-se mais
interessantes e animadas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Alô? Sou eu! 

Thomas Edison inventou muitas coisas, mas certamente não inventou o telefone. Alexander Graham Bell é o autor do aparelhinho onipresente em nossos dias. Ainda assim, o senhor Edison meteu lá o bedelho: é dele a idéia de usar o famoso "alô" como saudação ao telefone. A saudação proposta por Bell, "ahoy", derivada de cumprimento marítimo, não encontrou boa acolhida entre os futuros usuários do brinquedinho. 
A palavra sugerida por Edison já existia havia séculos e era usada em caçadas para chamar a atenção de um ou outro participante. Pegou! Alias, o inventor da lâmpada tinha meses antes gravado a expressão para testar uma nova invenção: o gramofone. O primeiro registro fonográfico que se tem noticia não foi, ao contrario do que se diz, " Maria tinha um carneirinho" , mas um prosaico "alô". 
Por falar em invenções e saudações, hoje é o dia dos solteiros. Que tal pegar o telefone e dizer um alô para alguém em especial e ver se a data no ano que vem passa batida?

quarta-feira, 27 de junho de 2012



Vamos parar de fazer lavagem cerebral nas crianças


Recentemente, uma criança, de pouco mais de 4 anos, foi sequestrada quando acompanhava seus familiares em um culto evangélico. Coisa terrível, sem sombra de dúvida. Mas a pergunta que me faço é a seguinte: que fazia uma criança nessa tenra idade em um lugar que de tanta gritaria assusta até a mim?
Esses locais, templos de todas as denominações, servem a vários propósitos e o mais pernicioso deles é o de doutrinar infantes.
É impossível esquecer episódios terríveis de fanatismo que encontram suas origens na doutrinação de crianças. A religião é como droga: em doses controladas nao causam tanto mal, mas em grande quantidade quase sempre é fatal. Claro que entendo ter sido a religião um bálsamo para milhões de pessoas por milhares de anos para agruras devidas ao seu tempo. O que nao me entra na cabeça é ver menininhos de seus 3 anos por ai entoando a pleno pulmões "o sangue de cristo tem poder". E vá você dizer às seus pais que isso é doutrinação infantil: ficarão possessos e vao tecer acusações de endemoninhado e etc. 



















Argumente que quando se ensina um único viés de um assunto amplo para uma pessoa está se doutrinando e rapidamente virão com o "imbatível" contra-argumento  de que como pais eles tem o direito de decidir sobre que tipo de educação e valores querem transmitir aos seus. E isso é inconteste. Nao estou aqui discordando - só lamentando. 
Eu poderia dizer que na Grécia Antiga outros deuses eram socados goela abaixo dos jovens.  Hoje é Jeova, Deus, Maome e congêneres. Mas ao seu modo gritariam em resposta algo do tipo "Deus é unico", "Deus é fiel" porque eles também sao resultado de lavagem cerebral. Como eu poderia fazê-los ver que costume nao é uma razão valida para se manter um dogma? 
O que quero dizer, na verdade: lugar de criança nao é onde  adultos fanatizados gastam seu tempo gritando palavras sem sentido, mas em escolas ou em parques infantis. Nao garante que ela estará a salvo de violências ou sequestros, mas certamente estará mais preparada no futuro para ser feliz - que é , eu espero, o desejo dos seus pais!            
  
               

segunda-feira, 25 de junho de 2012













O Paraguai continua o mesmo. Nao vamos mudar.


O Senado paraguaio destituiu seu presidente por uma ampla maioria de
votos , 39 a 4. Todos os políticos envolvidos falam da situação
absolutamente constitucional e da decisão soberana do Parlamento.
Entretanto , países vizinhos , arautos da democracia, Venezuela,
Argentina, Equador e Bolívia recusam-se reconhecer o novo governo.
Acusam a direita de ter desfechado um golpe de estado disfarçado
contra Fernando Lugo .
A verdade é que mudam-se as formas, mas nao a substancia. Quando um
governante, qualquer um, altera as regras do grupo dominante, o
resultado é que esse mesmo grupo vai aproveitar a primeira
oportunidade que houver para fazer desaparecer as ameaças aos seus
privilégios. Vamos recordar que apenas 1 por cento da população do
Paraguai é dona de 80 por cento das terras de plantio do país. Isso é
o mesmo que dizer que 354 famílias são proprietárias de todo o
território. Como 42 da população vive na zona rural, temos um
contigente enorme de pessoas dependentes dos humores de algumas
centenas. Quando um grupo armado de campesinos matou 6 policiais e
esses , em resposta , aniquilaram outros 11 seres humanos, o sinal
estava dado para o aviltamento dessa terrível situação agraria.
O que parece nao compreender nossos arautos de ocasião, é que se
decidir se foi golpe ou deposição legal agora resulta inútil. O que
houve foi uma reação do poder e da propriedade estabelecidos naquelas
terras ha decadas contra uma forma de futuro desconhecida.
Recapitulemos: Fernando Lugo foi eleito em 2008 por toda uma sorte de
circunstancias alheias à sua própria pessoa. Era uma aposta útil do
Partido Liberal Radical Autentico para apear da presidência o Partido
Colorado, que detinha o mando desde sempre. Uma briga de cachorro
grande, portanto. O pobre e, parece, "amoroso" bispo aconteceu de
estar ali, sem partido e sem força. Um acabado fantoche, até o
momento em que acharam por bem manda-lo para casa. Digamos então que
nao foi golpe - foi uma reacomodação. E se antes de Lugo, aceitávamos
aquele governo como legitimo, temos de fazer o mesmo agora.

quinta-feira, 24 de maio de 2012



















Los Angeles copia Jundiaí


Los Angeles abraça a causa ecológica e proíbe o uso de sacolas
plásticas em supermercados. O conselho da cidade aprovou uma lei que
vai retirar as sacolas dos mais de sete mil estabelecimentos da cidade
nos próximos doze meses. A medida foi adotada mediante a pressão de
vários grupos de luta pelo meio-ambiente e capitaneada pela atriz
Júlia Louis-Dreyfus, a Elaine do extinto seriado "Seinfeld". Eles
esperam agora que a atitude seja seguida por todo o estado da
Califórnia.
No Brasil, a pioneira nessa luta foi a minha cidade , Jundiaí, que
teve seus passos logo seguidos por todo São Paulo.
Tanto lá quanto cá, os meio-ambientalistas pretendem que se reduza o
impacto sobre rios e oceanos e que se enterre para sempre o problema
da lenta decomposição apresentado pelo material plástico. A
alternativa ao seu uso, no entanto, ainda é uma incógnita, em ambas as
cidades. Mas, diferentemente de Jundiaí, a cidade norte-americana tem
um dos piores índices de contaminação do solo do mundo, sem mencionar
um dos piores sistemas públicos de transporte dos Estados Unidos.
Talvez isso possa explicar o porque a medida tenha recebido quase
nenhuma contestação. A solução, segundo a maioria dos angelinos, tinha
de começar por algum lugar. Só fico um pouco chateado por não terem
dado o devido credito à nossa querida Jundiaí e estarem chamando a lei
de pioneira. De um modo ou de outro, estamos fazendo história.

terça-feira, 22 de maio de 2012




                                               Discurso Vazio

Ontem foi o azeite e o chå. Hoje, o arroz e o café. Nas ultimas semanas, tem sido comum encontrar cartazes em frente dos supermercados de Buenos Aires  anunciando  a falta de um ou muitos produtos. Os de priemeira necessidade ¨só sao vendidos uma ou duas unidades por familia.
Para muitos economistas, isso é resultado direto da politica de controle de preços colocada em pråtica pelo governo de Kirchner. A medida estaria obrigando os diferentes pontos da cadeia industrial a reter a produçao por temerem o custo dos implementos. Os defensores da medida alegam que não está havendo um controle oficial de preços, mas sim reunioes informais para a negociação de valores.
A militancia organizada junta-se aos blogueiros chapa-branca para acusar os grande oligopolios e os pequenos distribuidores de estarem segurando o estoque para forçar uma alta artificial de preços.
Mas o que hà de fato é que a politica econômica de Cristina Fernandez Kirchner nao tem conseguido ampliar ou mesmo manter o nível de ofertas de produtos. Seu populismo só tem gerado greves, crises e controvérsias. A expropriação de bens e o consfisco de ativos afugentam investimentos externos, agravando o quadro. A nacionalização da Repsol constituiu-se em ato demagógico e prejudicial. Ainda assim, ha aqui no Brasil muitos tolos aplaudindo a valentia da peronista. Só falta pedirem para a nossa outra presidenta resolver copia-la